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Projeto Voluntariado Fundação Banco do Brasil: Recuperando o Córrego Tijuco Preto

O Projeto “Transformando o Córrego Tijuco Preto” foi pensado especialmente para o Bairro 24 de Maio.

A ideia do projeto surgiu a partir de um Diagnostico Participativo realizado pela Rede social TEAR, no Parque Residencial 24 de Maio e região. Por meio de dinâmicas, mapeamento cognitivo, visitas de campo, identificação de ativos, elaboração e aplicação de questionários junto a comunidade, a governança local do Parque Residencial 24 de Maio e região construiu um mapa verde dos 6 bairros da região, descrevendo o cenário e apontando sugestões de melhoria para todas as áreas de impacto social.

 A Rede TEAR é um movimento que reúne pessoas e organizações de forma igualitária e democrática, a fim de construir e viabilizar projetos que, tragam o desenvolvendo sustentável e beneficiem a vida das comunidades. Em Botucatu a Rede Social TEAR nasceu em 2005 da articulação das organizações locais e a partir de 2010 configurou-se cenário favorável para o inicio do Programa de Desenvolvimento Local do Parque Residencial 24 de Maio e região.

A região possui diversos atrativos naturais. Por se tratar de um espaço situado entre o limite urbano e a área rural são varias as possibilidades de contato com áreas naturais ainda preservadas. Um aspecto relevante desta região é a localização da nascente do Ribeirão Lavapés que e o maior afluente que cruza a extensão urbana do município.

A partir deste cenário e do diagnostico realizado na área, foram levantadas algumas sugestões de melhoria, que são:

- Construir parques para preservação do ambiente;
- Desenvolver campanhas de educação ambiental;
- Implantar coleta seletiva;
- Implementar ações de conservação e recuperação das margens dos rios.

O projeto visou trabalhar a melhoria de duas dessas áreas relacionadas às solicitações da população local, sendo elas: educação ambiental e as ações de conservação e recuperação das margens do Córrego Tijuco Preto.
Dessa forma, os objetivos principais do projeto foram: recuperar um trecho do Ribeirão Tijuco Preto, desenvolver atividades de educação ambiental com crianças e jovens da comunidade e promover a melhoraria de uma área pública, através da construção de Jardins de Chuva com pneus usados.

Foto 1: trecho onde foi realizado plantio de 1260 mudas nativas.  

PLANTIO DE MUDAS NATIVAS

Foram plantadas 1260 mudas de espécies nativas em um trecho do Tijuco Preto. A princípio a área de plantio seria a margem do córrego, porém, devido à notícia posteriormente dada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de que havia um projeto de construção de uma ponte no local, tivemos que realocar o plantio para outra região. 

O plantio foi feito ao redor de uma área represada do rio, bem como em um pequeno trecho de nascente do córrego.

 

Foto 2: crianças em atividade de educação 

 

 

 

 

 

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Além deste plantio, desenvolvemos um programa de educação ambiental com as crianças da Escola Municipal Professora Nair Amaral, durante 6 meses.

Duzentas crianças de 1ª a 3ª séries participaram de atividades de educação e recreativas na sede da ONG Nascentes, em um período de 3 meses.

 

Foto 3: crianças durante oficina ambiental

 

 

 

 

 

 

Nos outros 3 meses, foram realizadas oficinas com as crianças de 4ª e 5ª séries. 

Nestas oficinas foram abordados temas como: despertar da consciência ambiental, reciclagem, canteiros com embalagens recicladas, e outras diversas atividades ligadas ao meio ambiente.

JARDINS DE CHUVA

Os jardins de chuva são depressões topográficas que recebem água pluvial. O solo, especialmente se for adicionado com composto, age como uma esponja que suga a água enquanto microrganismos e bactérias no solo removem poluentes. Adicionando plantas aumenta-se a evapotranspiração e remoção dos poluentes.
Os jardins de chuva ajudam a recuperar áreas ”segurando” terra e diminuindo a velocidade da enxurrada da água da chuva. Assim como:

1) Aumentam a quantidade de água que infiltra no terreno para recarregar os aquíferos locais e regionais;
2) Contribuem para proteger as comunidades de problemas de inundação e drenagem;
3) Contribuem para proteger os arroios e lagos de contaminantes transportados pelos deságues pluviais urbanos;
4) Embelezam os pátios e bairros, e
5) Proporcionam um hábitat valioso para pássaros, borboletas e microfauna da região.

A área escolhida para a construção dos Jardins de Chuva foi um barranco próximo a uma das margens do Córrego Tijuco Preto.

No local foi construído um campo de futebol. De um lado do campo está o Tijuco Preto e do outro lado o barranco onde construímos os Jardins de Chuva.

O objetivo da construção foi estabilizar o barranco, diminuindo a velocidade da enxurrada das águas da chuva, melhorar e embelezar o local, com o plantio de mudas ornamentais, diminuir o depósito de lixo e entulho no local e, desta forma, tornar o ambiente mais saudável e agradável à comunidade.

Foto 4: área onde foram construídos os Jardins de Chuva, antes da construção. Foto 5: construção dos Jardins de Chuva  

O encerramento do projeto está previsto para o mês de agosto. 

Além destes trabalhos, estamos organizando uma cartilha sobre meio ambiente, que será doada as escolas da comunidade.

Como última atividade iremos organizar um evento, em parceria com a Rede de Desenvolvimento Local, para trazermos mais alegria e bem estar a comunidade do Bairro 24 de Maio e região.
Em breve divulgamos a data e o convite a todos!

Agradecemos a todas as pessoas que trabalharam conosco e as pessoas da comunidade que acreditaram em nosso trabalho, nos ajudando e dando força. Á REDE TEAR e a ex Secretária de meio ambiente, Cynthia Zanotto, por trazer até nós esta oportunidade. A Sub Secretaria Municipal de Agricultura, pelo adubo e os tratores para o plantio de mudas e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, pela construção do aceiro na área de plantio e as placas do projeto.

À Fundação Banco do Brasil por financiar as atividades, e ao Banco do Brasil, especialmente ao Célio Ribeiro de Castro, a Cristina Pagani e ao voluntário em nosso projeto Sérgio Portes.

 

 

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