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Viveiro de Mudas Nativas

Uma das principais atividades da Nascentes está relacionada a produção de mudas nativas.

Temos em nossa sede um viveiro com capacidade de produção de 10 mil mudas por ano.

Atualmente estamos em processo de reativação do nosso viveiro.

Estamos precisando de pessoas que tenham interesse em trabalhar com produção de mudas nativas!! Convidamos a todos!!

Nossa região pertence a uma formação vegetal peculiar, apresentando características de 4 tipos de fisionomias vegetais. No texto abaixo explicamos um pouco sobre estas ocorrências. 

 

No estado de São Paulo, toda a região oeste foi ocupada por Cerrado em um passado não muito distante. Cientistas demonstraram que a Mata Atlântica passou a ocupar boa parte dessa região apenas no último milênio, avançando sobre as áreas que eram ocupadas pelo Cerrado. 

Com a supressão do fogo e do pastoreiro, que durante séculos mantiveram o Cerrado com seu aspecto savânico (árvores pequenas, tortuosas e esparsas sobre o piso coberto por gramíneas), há a tendência já comprovada de rápido adensamento da vegetação. Assim, em muitas áreas mapeadas como cerrado típico há cerca de meio século a vegetação atual é cerradão, ecótono ou até mesmo Florestal Estacional Semidecidual. Com o adensamento, modifica-se não só a estrutura da vegetação, mas também as espécies que a compõem. Tendem a desaparecer as espécies endêmicas do Cerrado, que precisam de luz solar direta, e passam a proliferar as espécies generalistas ou florestais capazes de se desenvolver à sombra. Nas regiões de transição, as espécies típicas do Cerrado tendem a persistir apenas nas bordas dos fragmentos onde há luz.

A classificação da vegetação de uma determinada área deve ser feita, portanto, com base na caracterização atual da sua estrutura (altura, cobertura, biomassa) e nas espécies vegetais que a compõem. Em regiões de transição podem existir, basicamente, três grupos de espécies, apresentados abaixo:

- GRUPO C= Espécies típicas do Cerrado, que não sobrevivem no ambiente sombreado das florestas.

- GRUPO F= Espécies típicas de Floresta, que não conseguem se estabelecer no ambiente hostil do Cerrado (não toleram o déficit hídrico e a baixa umidade relativa). 

- GRUPO G= Espécies generalistas, com alta plasticidade ecológica, capazes de se estabelecer e sobreviver nos dois ambientes, de modo que ocorrem em ambos e, geralmente, tornam-se muito abundantes nas áreas de transição.

 Em regiões de transição, a presença de espécies desses grupos pode ser considerada a ferramenta mais útil na classificação da vegetação de determinada área, associada à descrição das fisionomias, conforme descrição abaixo:

- CERRADO (stricto sensu)= Fisionomia savânica em que as copas das espécies lenhosas (árvores e arbustos) não formam estrato contínuo, projetando-se sobre cerca de 50% do terreno, que é coberto pelo menos parcialmente por gramíneas. Nessa vegetação predominam espécies do Grupo C, mas podem ocorrer espécies do Grupo G. Não podem ocorrer espécies do Grupo F.

- CERRADÃO= Fisionomia florestal com cerca de 2000 árvores por hectare (considerando-se somente aquelas com DAP > 5 cm), com diâmetros que raramente ultrapassam 40 cm; sem gramíneas no piso, sem árvores emergentes e com dossel perenifólio. Predominam espécies do Grupo G, mas também são frequentes espécies do Grupo C. Não podem ocorrer espécies do Grupo F.

- ECÓTONO= Fisionomia florestal semelhante à do Cerradão, porém a densidade tende a ser ligeiramente menor e as árvores maiores, mas raramente atingem 20 metros de altura. Predominam espécies do Grupo G, mas ocorrem espécies dos Grupos C e F, geralmente com poucos indivíduos. 

- FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL= Fisionomia florestal, com densidade ao redor de 1000 árvores por hectare com DAP > 5 cm - em florestas maduras as árvores emergentes podem ultrapassar 20 metros de altura e 1 metro de diâmetro. Na estação seca, muitas árvores perdem totalmente as folhas e a vegetação adquire aspecto muito distinto das fisionomias anteriores. Nesse tipo de vegetação predominam espécies do Grupo F, mas podem ser frequentes espécies do Grupo G, especialmente quando a vegetação encontra-se em estágio sucessional inicial ou intermediário. Não podem ocorrer espécies do Grupo C. 

Fonte: Guia de espécies indicadoras de fitofisionomias na transição Cerrado-Mata Atlântica no estado de São Paulo.

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