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A importância da ética ambiental

A foto ao lado tirada no mês de fevereiro de 2014, é da praça Dom Pedro I, localizado no bairro vila antártica de Botucatu. 

É interessante pensarmos que justamente no mês em que uma audiência pública sobre a diretriz política ambiental foi realizada, após meses de solicitação popular, este fato ocorreu de forma unilateral, sem a participação do COMDEMA ou da municipalidade. É por ações como essa que devemos questionarmos se nosso município esta preparado para os desafios que temos que enfrentar agora, no presente. É chegado o momento de priorizar o debate acerca da ética ambiental. Vamos fazer uma análise com esse caso específico, como exemplo. A Associação Nascentes visa contribuir com a cidade e não tem interesses políticos ou pessoais. Estamos todos no mesmo planeta, país, estado e cidade, para isso devemos aprimorar, aprender, debater e crescer juntos.

O motivo do processo de retirada da árvore em questão, foi devido a uma solicitação de um munícipe, vizinho a praça Dom Pedro I. O mesmo solicitou a SMA a retirada da árvore da praça alegando que a mesma estava prejudicando a construção de sua casa.

Esse processo foi a público no Jornal Diário da Serra. Porém, as ações que seguiram pelo pode executivo não cumpriu o dever de consultar participativamente, o COMDEMA, na opinião desta associação. Entendemos que o COMDEMA poderia ter sido consultado antes de uma decisão unilateral da Prefeitura, pois é essa a função desse conselho municipal. A análise de causa da Nascentes: a falta do princípio da ética ambiental nas decisões políticas e da fomento a gestão participativa. Isso ocorre não somente na secretária de meio ambiente mas principalmente no planejamento, onde é possível estabelecer conexão com solicitações de pareceres técnicos do COMDEMA entre outras ações pró-ativas e inovadoras.

A associação tomou providências quando foi procurada por cidadãos da região indignados e que pedem para que a árvore não seja retirada:

1. A Associação Nascentes promoveu um encontro na praça. Com isso ouviu-se diversos munícipes sobre o valor cultural e emocional desta árvore naquele local. Todos que encontramos e frequentam a praça lamentaram o ocorrido (retirada de três árvores).

Na ocasião uma oração foi realizada. Também fizemos uma música, original. A árvore estava saudável, ainda esta. Pode ser mantida como esta e ela voltará saudável. Somos todos a Natureza.

2. Solicitou ao COMDEMA - Conselho Municipal de Defesa de Meio Ambiente, que faça um requerimento solicitando a secretária municipal de meio ambiente o parecer técnico sobre essa retirada.

Este foi enviado ao COMDEMA.

No entanto, o parecer, deve estar alinhado a ética e conduta que espera-se de uma associação membra de um conselho consultivo e deliberativo. Por isso, estamos discutindo no COMDEMA um código de ética interno, aos conselheiros e externo, ambiental a coletividade e poder executivo, legislativo. Entretanto, o tema é de interesse público e deve ser levado a conhecimento de todos de todas as formas possíveis.

3. Pedido de Imunidade para Prefeitura, COMDEMA e Câmara Municipal, por meio do código de arborização, artigo 27, que gerou o protocolo Processo Nº 6291/2014.



Os conselheiros do COMDEMA, ao tomarem conhecimento do parecer técnico, enviado pela Secretária Municipal de Meio Ambiente, debateram sobre as informações contidas no mesmo, inclusive se seria positivo novas avaliações de uma equipe interdisciplinar.

E é aqui que entra a necessidade de uma mediação ética. Como questionar um profissional, um servidor público da maneira correta?

Afinal, debater é preciso. O conselho existe inclusive para exercer controle social. Dessa forma nosso intuito não é julgar o parecer, o cidadão mas sim o objetivo central: buscar novas alternativas para defender a vida, a natureza, dentro do princípio da ética ambiental e da coletividade, da qualidade de vida, do meio ambiente equilibrado.

Requeremos a permanência da árvore no local. Sugerimos alternativas sobre a forma de manejar a árvore ou a raiz. 

Fato é que somente agora o município esta pensando na implementação de um código de conduta ética no COMDEMA, tal mister é até o momento inexistente, dessa forma, sem processo, sem controle da conduta da administração pública que depende de vontade política para coexistir viva. 

Esta deficiência de processos, da busca de contato com a municipalidade, via conselho, na visão da Nascentes deve ser restaurada. É neste sentido que nasce uma sugestão para  o código de conduta ambiental do município, fazendo-se valer por meio do código municipal ambiental, projeto de lei em discussão neste mês de março, a conduta tanto dos munícipes bem como dos servidores e técnicos locais ou comissionados.

A ética individual não somente dos conselheiros, mas do poder executivo e principalmente da municipalidade para com a conduta ambiental que queremos com compromisso. É lixo zero, na câmara, multa pra quem não entendeu o plano municipal de resíduos sólidos, ainda não finalizado e entregue ao COMDEMA.  

Um código de conduta, baseado na ética, serve tanto para a tomada de uma ação como para o julgamento de possíveis ações onde não haja consenso, bem como na prevenção de ações que possam causar conflito ou polêmica.

JUSTIFICATIVA 

A alegação do cidadão que solicitou a retirada da árvore foi a de que rachaduras de sua casa tinham relação com as raízes da árvore e a mesma estava comprometendo sua segurança. Essa alegação causou um debate intenso na última reunião ordinária do COMDEMA, de fevereiro, pois, muitos questionamentos foram levantados a cerca da solução, e questionamentos se a rachadura era mesmo ocasionada pela raiz.

Inicialmente, as rachaduras, que vimos em fotos estavam no sentido horizontal e não vertical, o que pode conotar uma possível dúvida, sobre a causa, geralmente, problemas na fundação geram trincas verticais e não horizontais. 

Outro ponto levantado foi que não é possível ver raízes quebrando se quer a calçada da praça, como elas poderiam estar chegando ao outro lado da rua sem ser vistas nas calçadas ou na rua?

Nesse impasse, ou conflito, entraria em cena, o código de conduta. A ética como meio para resolver o conflito, isto porque, na opinião desta Associação a prefeitura agiu de maneira unilateral, sem envolver a municipalidade na decisão de retirada, ou na avaliação de mais de um técnico dos problemas apresentados, até mesmo do COMDEMA.

Um agravante: mais duas árvores cortadas nesta mesma praça podem ser identificadas, sem nenhum problema.

Por isto, esta associação posiciona-se contra a retirada da árvore e manifesta-se publicamente a favor de um parecer técnico imparcial dentro de um código de conduta ético (em elaboração no COMDEMA e que deve ser absorvido pelo Código Municipal Ambiental), com princípios da impessoalidade, no sentido de que nem a profissional da prefeitura e nem o munícipe sejam expostos, mas que tenham o artigo 225 da constituição federal como base, ou seja, a co-participação para o mesmo fim, ter acesso a um meio ambiente de qualidade.

Para buscarmos  informações sobre um problema de um munícipe, bem como, para pensarmos em outras soluções a cerca da apresentada pelo executivo, se faz necessário pensarmos juntos, participação. Uma decisão unilateral pode falhar, pelo princípio de que "não conheço o que desconheço".

O código de arborização municipal, aprovado no ano de 2010 é uma lei recente. Questionamos em assembleia desta associação se era adequado solicitar em nome desta, a imunidade da árvore formalmente como prevê o artigo 27. Decidimos que sim, a imunidade deveria ser solicitada.

O COMDEMA orientou a Prefeitura que a árvore não seja retirada até a avaliação formal do COMDEMA. A Associação Nascentes constou na ATA o protocolo de imunidade desta árvore. Dessa forma, a Associação Nascentes entende que o debate é a porta para o entendimento. 

Para colaborar mais com o tema, vamos falar sobre ética ambiental? Sócrates [foto abaixo], junto a Platão é o primeiro dos dois a aplicar a razão para chegar às questões éticas, tais como: existe algo que pode ser considerado Bem e o seu contrário, chamado de Mal? Podemos discernir no mundo e nas atitudes aquilo que é Justiça daquilo que é Injustiça? Podemos chamar de Belo aquilo cuja essência ética e equilíbrio nos encanta, comove e ilumina, e considerar Feio o inverso?

 -> Relaciona com relatório sobre o Estado do Mundo

 

 

"O todo da Ética é integrado pela Deontologia [deveres] e pela Diceologia [direitos]."

(Paulo L. Netto lobo)

 

 

Para Norberto Bobbio, Ética é “a atribuição [subjetiva] de valor ou importância a pessoas, condições e comportamentos e, sob tal dimensão, é estabelecida uma noção específica de Bem a ser alcançado em determinadas realidades concretas, sejam as institucionais ou sejam as históricas”.

Simplificando, poderíamos dizer que Ética é o estudo da conduta humana, ou a busca da conduta humana voltada para o bem e para o correto.

E, mais que o estudo simplesmente, a incorporação dos valores éticos decorrentes desse estudo, que deverão passar a integrar a conduta do indivíduo e, por extensão,das sociedades.

Mas o conceito e a prática do bem e do correto não diferem de uma pessoa para outra? De uma nação para outra? De um momento histórico para outro?

Sim. Por isso, há que se estabelecer uma distinção entre Ética e Moral.

Diógenes de Abdera, o cínico, era um filósofo-mendigo que viveu na Grécia antiga por volta do século IV A.C.

Conta-se com uma de suas peripécias, que ele costumava sair com uma lanterna em pleno dia, com ar muito sério e investigativo.

Aos passantes que lhe perguntavam o que procurava, ele respondia com gravidade:

- Um homem honesto. Procuro por um homem honesto.

E seguia resoluto, olhando pelos cantos e também iluminando bem de perto o rosto dos cidadãos gregos.

Para José Renato Nalini, ética é o código de comportamento que governa a conduta de um grupo ou de um indivíduo; série de princípios morais ou sistema filosófico que procura distinguir entre o certo e o errado.

-> Veja o artigo relacionado sobre a ética e o MIT como atributo para a liderança.

O mesmo autor define ética ambiental como a aplicação da ética social a questões de comportamento em relação ao ambiente. E, ainda, afirma que a crise não é do ambiente. Mas uma crise de  valores humanos, da ética em todas as dimensões, que traz à tona novos pensamentos, novos conflitos, novas possibilidades, novas soluções e novos comportamentos diante do planeta (2001).

Milaré (2005) entende ética como a ciência ou o tratado dos costumes que, pelo seu caráter eminentemente operativo e prático, pode assumir a fisionomia de arte ou exercício dos bons hábitos e comportamentos morais, quer na vida individual, quer na social.

Já Pelizzoli (2002) conduz ambiente e ética a uma relação mais íntima e transdisciplinar quando afirma que, ao se falar em ambiente, se fala em pessoas e suas relações, ou seja, fala-se em ética, o que por sua vez não consiste apenas em falar de normas morais e comportamentos, mas em formas de conhecimento (que são sempre relações), visões de mundo; daí a cosmologia, a ontologia e antropologia envolvidas, a saber, visões de sentido do mundo, mundo/universo, do ser/essência e do humano/ético.

 

 

 


O homem parece preso a uma lógica econômica que não permite enxergar as conseqüências de suas ações danosas ao meio ambiente, ao se discutir valores humanos na atualidade é possível levantar uma pergunta ainda sem resposta: quais as diretrizes para as relações humanas no século XXI? Que valores priorizar na educação de crianças e jovens que terão a missão de dar prosseguimento à História?

Nas palavras de Pelizzoli (2002), os custos sociais e ambientais não podem ser apenas “variáveis externas e secundárias”, como contabiliza a economia moderna. Novamente a questão da ética no seu sentido mais profundo vem à tona, já com matiz ecossocialista.

O conceito de ética ambiental surge da necessidade de se classificar a ética didaticamente e a partir da sua aplicabilidade ao meio ambiente. Porém, não se pode esquecer que a ética é a única ciência, responsável pela análise do comportamento moral do homem a partir de suas ações na sociedade.

Alguns consideram redundante o termo ética ambiental, mas como assinala Pelizzoli, a redundância dos termos por nós utilizados, busca demarcar e tentar superar as dicotomias entre ser humano e natureza.

Assim, os termos ética ambiental, educação ambiental, ecoética, sócioambiental e outros são utilizados até que a questão fique clara e, assim, temos que insistir muito neles (2002).

 

 

A luta pela proteção do meio ambiente requer uma mudança de atitude do homem e isso exige a percepção de que o homem não basta a si mesmo.

É preciso compreender a fragilidade humana frente à natureza e entender que há uma relação de interdependência entre todos os seres do planeta.

Essa tomada de consciência é o grande desafio da ética ambiental, posto que a construção de valores e a formação de caráter e de posturas de respeito em relação ao meio ambiente vão de encontro a uma lógica de mercado imposta principalmente pelas grandes corporações, responsáveis pelo “desenvolvimento” mundial.

[...] A ecologia não tem a ver apenas com a natureza (ecologia natural), mas também com a sociedade e a cultura (ecologia humana, social etc.). ‘Numa visão ecológica, tudo o que existe, coexiste. Tudo o que coexiste, preexiste. E tudo o que existe e preexiste subsiste através de uma teia infinita de relações omnicompreensivas.

 



Nada existe fora da relação. Tudo se relaciona com tudo em todos os pontos. Essa teia de fios fortemente entrelaçados reafirma a interdependência entre todos os seres, funcionaliza as hierarquias e nega o direito do mais forte [...] (CAMINO apud MILARÉ,2005 – grifos do autor).

Eis a complexidade da questão ética, visto que a defesa e proteção jurisdicionais do meio ambiente não parte da visão jurídica, mas sim provém de uma realidade mais ampla, multidisciplinar e resulta da consciência (CAMINO, apud MILARÉ, 2005).

Considerando que a influência da ordem econômica mundial é extremamente desfavorável ao equilíbrio da relação homem/natureza, faz-se necessária a proteção legal do patrimônio ambiental em detrimento do uso indiscriminado de seus recursos.

Independentemente da propriedade privada, cujo interesse individual deve ser respeitado e observado, há o respeito à vida, bem prioritariamente tutelado pelo Direito devendo, assim,  o detentor de bens ambientais naturais, por exemplo, utilizá-los com responsabilidade. Nas palavras de Milaré (2005),

[...] Sejam quais forem os títulos e formas de propriedade que gravam os recursos naturais e bens ambientais de interesse maior, não meramente interesse individual ou grupal (oligárquico), pesa sobre tais recursos e bens uma hipoteca social: não se pode dispor deles livremente e a bel-prazer se interesses maiores e mais amplos da comunidade forem violados ou indevidamente restringidos.

Por que há uma complexidade em algo que cabe ao próprio homem refletir, visto que faz parte de sua existência? Talvez porque o homem tenha ao longo dos tempos desenvolvido uma teoria não pela vida, mas pela sobrevivência; sua dimensão e pensamento ético parece não serem capazes de alcançar uma reflexão mais objetiva e clara quanto à necessidade de cuidado do homem com a natureza, pois ao cuidar da Terra o homem cuida de si mesmo.

 

 

Considerando que cabe ao homem realizar e desenvolver uma reflexão ética sobre suas ações, pela sua essência de ser antrópico, o debate ético toma uma proporção que para alguns chega à utopia. No entanto, deve-se observar que não há uma batalha entre as visões antropocêntricas e biocêntricas do ambiente. O que se verifica, na verdade, é a necessidade de convergência entre os pensamentos que avaliam a questão ambiental, pois como afirma Pelizzoli (2002)

Em primeiro lugar, deve estar claro que falarmos em ética ambiental, ou em qualquer outro termo que evoque a questão da Natureza, é abordar diretamente a questão do sentido das relações humanas, com o Outro em vários e interconectados sentidos.

Estas provêm de concepções e práticas históricas que foram sendo formadas ao longo do encontro das culturas, das sociedades, dos costumes e das ideias em jogo. Tudo isso, remetido aos modos de conhecimento, visões de mundo, paradigmas de compreensão, saberes e ciências, tem implicações enormes em termos de ética.

A vida humana, neste sentido, é ou só pode ser ética, não no sentido da moral e normatividade apenas, mas na qualidade das relações e na qualidade de vida que estabelecemos entre nós. A saber, estamos profundamente imbricados uns com os outros, numa rede de interdependência, mas, ao mesmo tempo, com mundos distintos (alteridades, incluindo seres naturais) que se desafiam e se encontram, resultando disso nosso modelo de civilização, nossa visão e destino na Terra. 

 

"Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo" (Gandhi)

 

 


"Saber cuidar: a ética da vida!"



Vivemos atualmente em um mundo entristecido, pois enquanto uma minoria de pessoas vive em elevado grau de consumo, a maioria da população consome apenas uma pequena quantidade de recursos naturais existentes, o que tem gerado uma profunda degradação socioambiental.

Uma comparação nos níveis de vida dos países do mundo concluiu que se todos os habitantes do mundo adotassem o modo de vida dos países ricos precisaríamos de mais de 3 planetas.

A qualidade de vida deve ser um bem comum para todos os seres existentes, para todo o meio ambiente. Nossos valores precisam ser revistos e com eles os hábitos que promoverão nosso caminho coletivo rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável.

Até aqui a Sociedade, através de seu processo histórico-cultural, vem se desenvolvendo sob uma ética materialista e antropocêntrica, cultivando valores como a competitividade e o individualismo, privilegiando apenas o aspecto econômico da existência humana, ignorando por completo a importância do ambiente natural.

Esta ética expressa-se em um modelo de desenvolvimento fundamentado no progresso material ilimitado e na crença na tecnologia moderna como sendo capaz de minimizar os efeitos danosos causados por este modelo.

Os avanços da tecnologia, têm nos levado justamente no sentido contrário. Ao desenvolver novas tecnologias, maiores quantidades de recursos naturais passaram a ser necessários, aumentando consideravelmente nosso impacto no meio ambiente.

Segundo VALCÁRCEL-RESALT (1999), como elementos mais ou menos comuns destas novas propostas de desenvolvimento podem ser citados o caráter: "local (microregional), integral e integrado, global, endógeno, ecológico, harmônico, coerente, social e de base popular, cooperativo, auto-pendente, participativo, cultural e de rosto Humano". Em todas estas novas visões de desenvolvimento, a satisfação das necessidades humanas e, consequentemente, a Qualidade de Vida, são o objetivo central da sociedade.

Abaixo cinco vídeos sobre uma nascente na cidade de Botucatu. A Associação Nascentes detectou um processo erosivo em área de proteção permanente, bem como a descaracterização do local.

Graves problemas provocados pelo aumento da mancha urbana, sem planejamento ambiental adequado. Lixo, entulho e a deficiente interação cidade-meio. Não esqueça de assistir aos cinco vídeos. Abaixo, a primeira parte 1, onde demonstramos a situação da primeira nascente, parte de uma micro bacia, importantíssima, pois a água é levada até a baixada da cuesta-tietê. Na parte 2 registramos a quantidade de sacolinhas plásticas no córrego e encontramos uma cachoeira. Logo depois, na parte 3, encontramos outra Nascente, esta saindo de tubulações de galerias pluviais, suprimida, sem mata ciliar e em processo avançado de erosão. 

Na parte 4, filmamos as aves silvestres e urbanas da região. É possível escutar as aves. Na parte 5, filmamos atividades de agro pecuária no entorno, a cidade, a nascente, a erosão e uma muda natural de uma espécie vegetal chamada embaúba, típica de bioma mata atlântica.

É interessante essa relação, pois é provavelmente um dos poucos indicadores sobre o que representa esta área ambientalmente para o município, sua fauna, seu patrimônio ambiental.   




Em 1992, a busca por um novo estilo de desenvolvimento toma dimensões mundiais. Representantes dos governos de 170 países, reunidos no Rio de Janeiro, durante a Conferência Intergovernamental sobre o Ambiente Humano - a ECO-92 - assinaram o documento intitulado AGENDA 21, no sentido de adotar e concretizar um novo estilo de desenvolvimento, baseado na proposta mais conhecida do desenvolvimento sustentável.

No entanto, após mais de 20 anos da ECO-92, pouco foi feito pelas nações para mudar o atual quadro de degradação ambiental e injustiça social que temos vivido e que continua crescendo. A maioria dos governos ainda está presa à visão de crescimento econômico, como preocupação central da administração pública.

Em 2012 a Rio + 20 uniu novamente os países para debater as mudanças climáticas e os desafios da atualidade, com base na ECO-92. Muitos países continuam no discurso mas pouco comprometem-se a compromissos claros com o meio ambiente.

-> Associação Nascentes participa da Rio+20
-
> Relaciona com livro Desejável Mundo Novo
-
> Estudo sobre resolução de conflitos

Segundo Leonardo Boff (2000), é justamente no cuidado que vamos encontrar a ética necessária para a sociabilidade humana e, principalmente, descobrir que é na capacidade de amar que reside o "Saber Cuidar" de nosso planeta e de todos(as) os seus habitantes.

Uma ética que considere a Humanidade como parte da natureza, em uma relação de interdependência e eco-evolução, promovendo uma visão sagrada de preservação da diversidade da vida e da cultura, levando as comunidades a uma verdadeira e integral melhoria da qualidade de suas vidas.

 

-> LEONARDO BOFF LAMENTA APROVAÇÃO DE CÓDIGO FLORESTAL E CONCLAMA REFERENDO POPULAR

 



Precisamos de uma Ética Ambiental, que se fundamente neste "Saber Cuidar" e que incorpore, além de valores humanos necessários para uma vida sustentável, princípios e atitudes que reorientem nossas relação com a própria sociedade e com o meio ambiente, nossa casa comum!


Emerge para a Humanidade uma oportunidade para a transformação, uma (re)evolução que deve começar em cada pessoa, família, escola, comunidade, município; enfim, em todos aqueles e aquelas que tiverem a coragem de optar por pensar e agir diferente, em favor da vida em sua plenitude.

Cada indivíduo e cada população (em diversos níveis de organização), de acordo com sua cultura e ambiente, deve participar ativamente deste processo, passando a ser co-responsável pela sustentabilidade do desenvolvimento humano local e global.

Diversas comunidades, em todas as partes do mundo, vêm construindo de forma participativa um outro modelo de desenvolvimento, utilizando e recriando tecnologias simples (muitas delas, já conhecidas pelas populações tradicionais) baratas e ecológicas, através da bioconstrução, da agrofloresta e do planejamento ambiental, como o banheiro seco, a cisterna, os filtros biológicos, a compostagem, a reciclagem e o emprego das energias alternativas (eólica, solar, biodigestor), dentre tantas outras.

Um grande mestre indiano chamado Sathya Sai nos ensina como incorporar os Valores Humanos em nossas atitudes da vida cotidiana: é a partir da observação de hábitos e atitudes da vida cotidiana, lugar do sentido e das práticas, que concretizaremos a ética ambiental. Neste sentido, é importante que em cada esfera organizativa se promovam debates e se estabeleçam de forma participativa e democrática, segundo sua realidade socioambiental, os princípios e as práticas que deverão reorientar a vida cotidiana local e global à sustentabilidade.

Cabe a cada um de nós, cada família, comunidade, município, estado e país, vivenciar a ética ambiental, cuidando da construção de um planeta melhor para todos(as)!



Exigi-se, por lei, dos poderes executivos e legislativos, a busca por metologias participativas, interação e consulta-conflito-consenso. 

 

Para a construção do objetivo a que se propõe um trabalho participativo, devemos estruturar etapas em sequência cíclica de sensibilização - ação - reflexão, que se inter-relacionaram e retroalimentam, não havendo assim, uma divisão rígida entre as mesmas.

Compreendendo a qualidade de vida enquanto o suprimento sustentável das necessidades básicas materiais e imateriais dos seres humanos, podemos orientar os princípios e atitudes segundo as 8 necessidades principais definidas pela ONU, segundo seu impacto no ambiente natural e cultural: Relações Humanas, Trabalho, Água, Energia, Habitação, Alimentação, Cidadania e Tratamento de Lixo.

Assim, podemos definir três etapas do processo. No entanto, esse formato pode ser definido também de forma participativa.

O desafio: Co-criação do Código de Ética Ambiental do Município.

1. Curso Preparatório dos Técnicos da SMA e dos Agentes Ambientais:

Promover e Realizar um Curso Preparatório, cujo conteúdo envolve temas:

Ecodesenvolvimento,
Sustentabilidade,
Qualidade de Vida,
Ética ambiental,
Valores e Atitudes,
Dinâmicas de grupo,

Metodologia das Oficinas e Elaboração de relatórios, buscando todos os técnicos da SMA e os Agentes Ambientais do município para realização de Oficinas Regionais bem como os secretários municipais de todas as pastas.

2. Oficinas regionais dentro do município: as Oficinas regionais realizadas em escolas municipais, distribuídas de forma a maximizar a participação de todas as comunidades e organizações sociais, objetivando a reflexão popular sobre ecodesenvolvimento e ética ambiental, a construção participativa preliminar dos princípios e atitudes para uma vida sustentável no município de Botucatu.

i Escolha dos representantes para o Seminário Municipal Semestral.
ii Pesquisar o perfil dos participantes, das comunidades, envolvidos nesta etapa.
iii Promover a correta distribuição da informação dos resultados alcançados

3. Seminário Municipal "Ética Ambiental: princípios para uma vida sustentável"

O Seminário Municipal objetiva reunir os representantes eleitos nas oficinas regionais, organizações governamentais e não-governamentais para a elaboração final do Código de Ética do Município de Botucatu com participação dos cidadãos.

O resultado final, sintetizaria os Valores, Princípios e Atitudes para uma vida sustentável.

 


4. Jogos Cooperativos "Comunidade Ética Ecológica: princípios para um eco turismo sustentável"

Os jogos cooperativos objetivam reunir os representantes de atividades de turismo na cidade de Botucatu, e região, principalmente  as entidades que recebem recursos públicos municipais para um PACTO AMBIENTAL com base na Ética Ambiental do Município de Botucatu com participação dos cidadãosO resultado final, sintetizaria os Valores, Princípios e Atitudes para uma ação sustentável em meio ao eco turismo.

i Criação da Comunidade Ecológica e conexão com código de conduta ética ambiental municipal
ii Elaboração do Pacto Ambiental - Conexão com a Conferência Municipal Semestral
iii Jogos Cooperativos Ambientais - Ações práticas e presenciais
iv Ranking Pegada Ecológica Municipal (Bairros e Escolas) e Inter Municipal (Cidades)
v Formação EAD em Monitoria Ambiental, Fiscalização e Pesquisa Voluntária por meio do conceito Escola Legislativa Digital



5. Avaliação Ética Individual e Coletiva: "Mérito Ambiental Botucatuense"


A avaliação ética individual e coletiva é um instrumento de ações afirmativas. Relaciona boas práticas e condutas e oferece como contra partida incentivos.

Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis municipais, deve ser incorporada a dimensão da ética ambiental nas atividades profissionais a serem desenvolvidas.

i Mérito Ambiental Botucatuense Individual: Prêmio para voluntários que possam desempenhar ações positivas em relação ao meio ambiente dentro dos setores de consumo, tratamento de resíduos, ações de fiscalização, monitoramento e preservação.

ii Mérito Ambiental Botucatuense Coletivo: Prêmio para grupos, empresas e entidades que possam desempenhar ações positivas em relação a seus sistemas produtivos, de consumo, tratamento de resíduos, ações de reparação e conservação.

iii Mérito Ambiental Botucatuense Pesquisa: Prêmio para projetos de pesquisa e ou de ações voluntárias sobre os temas prioritários do semestre, divulgados pelo Seminário Municipal.

POIS SE INCENTIVAMOS AÇOES DE LAZER,
DEVEMOS INCENTIVAR AÇOES DE PRESERVAÇAO EXIGINDO CONTRA PARTIDA. 


-> 80 pneus são encontrados na cuesta durante prova de trekking

-> Dano ambiental no Aterro Sanitário "Lixão"



Somente com a participação de cidadão faremos a diferença. Agora é preciso refletir sobre o papel de cada indivíduo na sociedade. Co responsabilidade. Pública ou privada, individual ou coletiva. Sem favorecer categorias da sociedade.

-> Crescimento da cidade assusta "fauna"
-
> Análise de metas do primeiro mandato do atual Prefeito Municipal (2008-2012)
-> Audiência Pública sobre Concessão do Aterro 
-> Parecer da Associação Nascentes sobre Concessão do Aterro
-
> Audiência Pública sobre Plano de Saneamento
-
> População pede fim de obra em afluente do Lavapés (Grave Dano Ambiental)
-> Abaixo assinado em defesa do zoneamento rural no bairro demétria

Estamos vivendo uma sobreposição de interesses. O privado-individual acima do coletivo. Uma agência reguladora, uma universidade, uma prefeitura não podem favorecer por interesses capitalistas um grupo, um mercado sem ética e a transparência perante as causas e efeitos dessas ações, bem como, incentivar ações e não se preocupar com o impacto dessas estabelecendo a conduta esperada para uma gama de situações.

 

 CIDADANIA QUÂNTICA




CONSUMO CONSCIENTE - A ERA DOS ORGÂNICOS VS A ERA DO CÂNCER


Vejamos uma notícia de 17/03/2014, ou seja, dessa semana em que esse texto é redigido.

A mesma fala sobre um dado alarmante, o Brasil já é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, ao invés de manter a ética como princípio, devido os perigos dessas praticas, o que vemos é um incentivo a essas práticas e por fim o aumento desse consumo.


-> Relaciona com projeto local de Botucatu premiado em São Paulo 



Anvisa libera 19 agrotóxicos e Brasil passa a consumir 1 milhão de toneladas.

Notícia de 17/03/2014

Sob forte pressão do Ministério da Agricultura e de setores ligados ao agronegócio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação de 19 novos agrotóxicos e produtos equivalentes para serem aplicados já no primeiro bimestre deste ano.

Há pelo menos dois anos que o setor reclama de uma suposta morosidade nos processos de liberação desses produtos por parte da Anvisa.

Para aplacar essa insatisfação, o governo já havia autorizado o Ministério da Agricultura, por meio da Medida Provisória 619/2013, a dar o sinal verde, em caráter emergencial, para importação, produção, distribuição, comercialização e uso de agrotóxicos ainda não registrados no país.

A medida teve como objetivo permitir a utilização de defensivos à base de benzoato de emamectina, voltados ao controle da lagarta Helicoverpa armigera, que ataca lavouras de grãos e algodão.

Recentemente, o Conselho Diretor da Fiocruz soltou uma carta aberta à sociedade brasileira criticando veementemente medidas como essa, alertando para os riscos causados pelas modificações na legislação que regula o uso de agrotóxicos no país.

De acordo com a carta, o "processo em curso de desregulação sobre os agrotóxicos que atinge especialmente o setor saúde e ambiental no Brasil, está associado aos constantes ataques diretos do segmento do agronegócio às instituições e seus pesquisadores que atuam em cumprimento as suas atribuições de proteção à saúde e ao meio ambiente."

Leia mais na fonte: http://www.mst.org.br/node/15855


Leia outro caso onde a ética não é levada em consideração: 

 

 

Após denunciar irregularidades, gerente da Anvisa é demitido.

Notícia de 21/11/2012

A exoneração do gerente-geral de toxicologia da Anvisa (14/11/2012) trouxe à tona irregularidades no processo de aprovação de novos agrotóxicos no mercado brasileiro. Luís Cláudio Meirelles foi exonerado após denunciar fraudes na liberação de agrotóxicos.

Em carta divulgada após sua saída, Meirelles denunciou que houve agrotóxicos aprovados sem a necessária avaliação toxicológica e com falsificação da própria assinatura dele, responsável pela liberação dos defensivos agrícolas.

Leia mais sobre: http://www.oeco.org.br/noticias/26671-apos-denunciar-irregularidades-gerente-da-anvisa-e-demitido

 

CAUSA E EFEITO: 

 

PLANO DE MANEJO DA APA DE BOTUCATU

É MUTILADO PELA INDÚSTRIA

EM UM LOBBY ORQUESTRADO

 

 


Já em nossa região os interesses econômicos atuais permeiam da academia a política
. Na universidade sabemos que muitas pesquisas são realizadas para empresas privadas. Os professores e alunos são muitas vezes obrigados a trabalhar com tecnologias patenteadas por incentivo público ao chamados "convênios capitalistas". Não é raro ver Professores em Botucatu com carros de programas dessas empresas que produzem agrotóxicos. E o julgamento ético dessa ação? Pois isto impacta diretamente no que vamos ver abaixo: 

Uma demonstração desse "poder" ocorreu no CONSEMA - Conselho Estadual de Meio Ambiente. Liderados pela FIESP, o Conselho revogou do plano de manejo da APA Botucatu restrições de uso de agrotóxicos e transgênicos na região de recarga do aquífero guarani. 


Tal situação foi criticada por diversas entidades ambientalistas incluindo o ministério público e esta mobilizando diversos cidadãos contra essa manobra política, que esta, fundamentalmente esta presente em esferas federais, refletindo em todas as camadas da sociedade. 


Qual o custo para a saúde coletiva no Brasil e nossa região com essa decisão?


Invocamos a Justiça e o seu conhecimento! 


-> Dossiê ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) sobre os agrotóxicos

-> Estudo científico garante que transgênicos causam até três vezes mais câncer

-> Quantidade de Corante da Coca Cola do Brasil é proibido nos EUA por ser cancerígeno

-> Cervejas já contém milho transgênico

 

DOCUMENTÁRIO O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO


 

RURALISTA VOCÊ NÃO NOS REPRESENTA


 

A BIOTECNOLOGIA CHEGOU, E NASCE A BIOÉTICA. 



É sabido que Botucatu aprovou sua lei de inovação, <- clique no link para saber mais.

Com o advento do Parque Tecnológico Botucatu devemos ficar atentos ao crescimento responsável do uso da biotecnologia e outras práticas provenientes da ciência e tecnologia. Um nova visão sobre ética nasce e a bioética se faz fundamental. 

-> Saiba mais sobre Bioética

 

 

CÓDIGO DE CONDUTA MUNICIPAL - A SOCIEDADE como avaliador ético.

Na câmara técnica do COMDEMA, de licenciamento a Associação Nascentes questionou o impacto da obra do Parque Tecnológico Botucatu que foi construído em uma área de Cerrado, na rodovia Gastão Dal Farra.

Segundo a lei do cerrado é de fato necessário, questionarmos a Prefeitura Municipal de Botucatu, bem como a Associação Parque Tecnológico, criada para gerir o mesmo, sobre que tipo de contrapartida esperamos, para reparar o uso e ocupação do solo do local. Foram 200 mil metros, destinados ao Parque em um
 uma zona rural, destinada a agricultura orgânica pelo Plano Diretor Participativo.

O mesmo esta inserido na micro bacia Capivari e precisa sim ter um plano de manejo responsável, ético. A ocupação necessita ter seu impacto minimizado. Em nenhum momento esse assunto foi abordado.

O vídeo acima trata-se desse questionamento. Filmado em uma reunião da Associação Parque Tecnológico, solicitando um posicionamento do Diretor Científico da entidade, Prof. Dr. Velini a respeito das práticas que serão desempenhadas no local, bem como os critérios de aceitação de empresas âncoras. Esperamos que o comitê de ética, inserido na lei de inovação, tenha ciência na aprovação de empresas, projetos bem como em suas práticas com recursos públicos. O município quer a sustentabilidade como "norte".  

Para isso um sistema de projetos, consultas e pedidos de pareceres éticos/técnicos se faz necessário. É possível empregar metologias de gestão para integrar secretárias e favorecer uma nova comunicação.

-> Veja um artigo relacionado a gestão de projetos, indicadores e desenvolvimento de ações integradas para cidades.

Para concluir este artigo, abaixo, um vídeo que demonstra claramente a necessidade de uma nova constituição. Pois somente assim poderemos incluir a ética ambiental acima dos interesses do progresso ou desenvolvimento econômico. A fala abaixo teve como estopim o pedido da DER para duplicar uma rodovia em Botucatu, que passará em cima de uma Nascente.  

 


O poeta Pedro Tierra disse que a luta faz a lei.

Com essa mesma compreensão, o Dr. Roberto A. R. de Aguiar, jurista e professor de filosofia da UnB, afirma, em seu livro “Direito do Meio Ambiente e Participação Popular”(1994):

“Não podemos cair na tentação fácil, que atinge grande parte dos juristas, de confundir Direito com lei. Assim, a luta jurídica não se restringe à simples procura de mudanças de leis, como se as leis modificassem o mundo. As leis não o modificam. É o mundo que modifica as leis. São as lutas sociais que instauram novos fundamentos e criam novas práticas sociais”.

NASA destaca possibilidade de colapso da civilização

Estudo encomendado pela agência espacial americana sugere que a humanidade está em risco - o sistema de produção e exploração seria impossível de ser mantido.

Um estudo encomendado pela NASA e divulgado essa semana destaca a possibilidade de que, nas próximas décadas, a humanidade entre em colapso. A exploração insustentável de recursos naturais e o aumento da desigualdade na distribuição de renda seriam as principais causas.

O estudo, conduzido pelo Centro Nacional de Síntese Sócio-Ambiental, um orgão parceiro da Fundação Nacional de Ciências Norte-Americana, destacou que testemunhamos vários exemplos civilizações com níveis de desenvolvimento complexos entrarem em colapso ao longo da história. "A queda do Império Romano (...), bem como de vários Impérios Mesopotâmicos avançados, confirmam o fato de que civilizações sofisticadas, complexas e criativas podem também ser frágeis e impermanentes", diz a pesquisa.

Superpopulação, clima, água, agricultura e energia são, de acordo com o estudo, os fatores mais importantes relacionados a um possível declínio da humanidade e que podem, inclusive, ajudar a avaliar o risco desse colapso. A desigualdade social também contribui para o colapso, dizem os cientistas responsáveis pela pesquisa, porque hoje em dia, altos níveis de desigualdade social estão ligados a um consumo excessivo de recursos.

A conclusão do relatório é que, em uma situação que reflita a realidade do mundo hoje, (...), "achamos que será difícil evitar um colapso". Os cenários possíveis preveem um alto consumo de recursos por parte das elites, o que acaba privando as outras classes sociais desses recursos - e como são as classes sociais abaixo da elite as responsáveis por produzir a riqueza consumida pela elite, sem ela, toda a sociedade entraria em declínio.

Leia mais: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2014/03/nasa-destaca-possibilidade-de-colapso-da-civilizacao.html

Artigo Original: http://www.theguardian.com/environment/earth-insight/2014/mar/14/nasa-civilisation-irreversible-collapse-study-scientists

"Se não houver a hiperdemocracia, continuaremos no hiperconsumo, hiperimpério e nos perderemos no hiperconflito, como na matéria abaixo. Não se trata somente do conflito entre os homens, mas entre os homens e a natureza. Essa onda um dia nos engolirá. São Os Tempos Hipermodernos, como já dizia o filósofo francês Gilles Lipovetsky em seu livro." Vinicius Lourenço Costa, postado hoje no Faceebok.

Parte da solução esta na educação. O documentário abaixo foi realizado no Chile e trás boas referências para o Brasil, no sentido de incentivar a investigação da ESTASE (situação atual) do nosso sistema educacional, relacionando como este, pode transformar paradigmas.

-> Saiba mais sobre os agrotóxicos e transgênicos no Chile.


REFLEXIVO DOCUMENTÁRIO CHILENO SOBRE O SEU SISTEMA DE ENSINO 

"PISTAS PARA A EDUCAÇÃO"

 

A Era do Empreendedorismo Social e da Colaboração.

 



A raiz de muitos problemas: O Consumo que demanda a produção. 


 


A MÚSICA E SEU PAPEL DE DIFUSÃO, COMUNICAÇÃO E FORTALECIMENTO SOCIAL

 

 

“A arte é um instrumento de aproximação poderoso por uma sociedade mais justa. Gosto de acreditar que a minha música vai além do que meramente canto” [Lenine]

Saiba mais sobre o projeto em:

#EncontrosSocioambientaisComLenine
#MúsicaESustentabilidadeNumaSóNota

 

 

Segunda reunião para debater Código do Meio Ambiente de Botucatu/SP acontece nesta quinta (20/03/2014).

É necessário a participação da comunidade botucatuense para que possamos juntos ver cada detalhe do projeto”, diz secretário da assessoria da Prefeitura de Botucatu – editado

O Código Municipal de Meio Ambiente em Botucatu tem nesta quinta-feira (20), às 18h30, na Câmara Municipal, a segunda reunião aberta à população para rediscussão do projeto.

Na semana passada, durante a primeira reunião, a participação popular foi muito baixa, com poucos cidadãos presentes para sugerir mudanças e melhorias ao documento.

O Código foi protocolado pela Prefeitura de Botucatu, no Legislativo, dia 16 de dezembro de 2013, e no dia 19 de fevereiro deste ano foi tema de Audiência Pública.


CONFIRA A AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O CÓDIGO MUNICIPAL AMBIENTAL DE BOTUCATU 



A pedido da população e vereadores, o Executivo Municipal retirou o projeto para que ele seja melhor discutido e possa receber novas emendas sobre o texto original. Se tudo ocorrer dentro do cronograma, uma nova Audiência Pública será realizada no mês de abril para que então o Código Ambiental do Município possa ser votado para aprovação dos parlamentares.

“Tivemos uma primeira reunião na última quinta (13) e fecharemos este ciclo no dia 27 deste mês. Mas para que o nosso Código Ambiental seja aprovado é necessário a participação da comunidade botucatuense para que possamos juntos ver cada detalhe do projeto. Essa preocupação em torno do meio ambiente é o que tem feito Botucatu continuar entre as dez cidades do estado no programa Município Verde-Azul, o que é um orgulho para todos nós”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Perseu Mariani, que na Audiência Pública do dia 19 de fevereiro não era favorável a retirada do projeto.


CONFIRA A PRIMEIRA REUNIÃO PÚBLICA SOBRE O CÓDIGO MUNICIPAL AMBIENTAL DE BOTUCATU 



O conteúdo do Código Ambiental inclui vários temas com objetivo de disciplinar ações no Município, tanto para o poder público, quanto iniciativa privada e população em geral, para que o meio ambiente seja preservado e recuperado. Ele possui capítulos que definem rede e informações de cadastro ambiental; sistema ambiental municipal; atribuições na fiscalização; auditorias; uso de solo; poluição em geral como do ar e água; entre outras determinações.

-> Veja o parecer técnico sobre o Código Municipal Ambiental
-> Conheça a lenda do Código Municipal Ambiental
-> A pseudo política do selo verde e azul
-> O lixo e a política
-> Pela participação popular!
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> Cade o IPTU Verde?
-> Patrimônio Ambiental e Cultural
-> Mecanismos de Controle Social de 2011 (Exigimos nova conferência em 2014)

A autoria do projeto é do Executivo Municipal, porém contou com auxílio do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), ONGs, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), e população em geral na elaboração do texto. O Código de Meio Ambiente está em fase de elaboração desde 2007 e já contou com audiência pública realizada em 2 de março de 2010.

Serviço
Câmara Municipal de Botucatu
Praça Comendador Emílio Peduti [Praça do Bosque], 112 – Centro
Telefone: (14) 3882-0636

Fonte: http://noticias.botucatu.com.br/index.php/segunda-reuniao-para-debater-codigo-do-meio-ambiente-acontece-nesta-quinta-20/

 

ÁGUA NOSSO MAIOR BEM! PROTEGER E RECUPERAR!


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POESIA GLOBAL:  Julgamento humano

 

Julgar uma pessoa como sendo má é condená-la à um ostracismo de onde será difícil retirá-la. Categorizar um ser humano como sendo bom é sentenciá-lo à viver de acordo com padrões que, frequentemente, podem conduzí-lo à um perigoso abismo.

Apesar destas possibilidades serem amplamente realizadas pelos seres, o mais importante é estar ciente de que não existem pessoas más, ou seres humanos bons, pois o que realmente existem são ações corretas ou ações errôneas.

Quando um indivíduo brinda-se a capacidade de ver o mundo sobre a dimensão do que é correto, ou incorreto, o esteriotipar de pessoas cessará, pois nesta nova e lúcida apreciação do mundo apenas as ações são analisadas e, portanto, a inocente ânsia humana de categorizar os outros, tranquilamente desaparecerá, pois o “bom” realiza ações incorretas, assim com o “mau” executa corretas ações e, como consequência, tanto o bom quanto o mau são efêmeras distinções que algumas pessoas atribuem às ações de outrem. (Tadany – 15 10 10)

Cargnin dos Santos, Tadany. Pensamento 472. www.tadany.org ®

 

POESIA LOCAL

-> Relaciona com grupo de EMPODERAMENTO COLETIVO local

-> Relaciona com grupo de Arte Urbana local

 

 FILME SUGERIDO: EVOLUÇÃO EM FOCO

-> Relaciona com Futuro Desejáveis

-> Relaciona com a Economia Criativa

-> Fórum Internacional de Criatividade

 

MENSAGEM: A PAZ INTERIOR COMO META!

-> Relaciona com grupo Paulistanos pela Paz

-> Relaciona com grupo Antroposofia Brasil

-> Relaciona com a primeira banda inter religiosa do Mundo: Sementes da Paz

 

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